quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Peg Entwistle - O fantasma do letreiro de Hollywood


Peg Entwistle cujo nome verdadeiro era Millicent Lilian Entwistle foi uma atriz de palco que se viu deslumbrada pela carreira de atriz em Hollywood.

Nasceu em  Port Talbot, País de Gales em 5 de fevereiro de 1908, mas foi criada em West Kensington, Londres. Não se sabe ao certo o fim que sua mãe levou, algumas pessoas alegam que ela morreu muito jovem, mas acredita-se que seus pais tenham se divorciado, e que a guarda de Peg teria ficado com o pai, que casou-se posteriormente com uma mulher chamada Laurette, com quem teve mais dois filhos. Ainda muito jovem, se mudou com o pai, madrasta, tios e meio-irmãos para Nova York.
Seu pai morreu atropelado em 1922, e a incumbência de criar Peg e seus irmãos passou a ser de seu tio.
Em 1925, Peg Entwistle iniciou a carreira de atriz em uma peça no Teatro Huntington (antigamente, com outro nome). Desde então, passou a fazer peças e mais peças até que em 1926, foi chamada para estrear na Broadway, na peça Hamlet de Shakespeare
Aos 17 anos sua boa atuação ganhou atenção nacional e Peg era considerada uma das atrizes de talento mais jovens já surgidas. Depois disso ela trabalharia com os mais consagrados atores do teatro e cinema, como William Gillette, Dorothy Gish, Henry Travers, Bobo Cummings, dentre outros.
A famosa atriz Bette Davis, mais tarde, disse que teve vontade de se tornar atriz logo depois de ver Peg Entwistle atuar.
Em 1927, até então com 19 anos, casou-se com o também ator Robert Keith. O casamento durou apenas dois anos, pois descobriu-se que, além da violência doméstica que Peg sofria, ele já tinha outra esposa e filhos. Com a peça "Tommy’, Peg foi aclamada a atriz de maior êxito na Broadway. Sucesso de público e crítica, e incentivada por todos, partiu para o seu segundo sonho, que era fazer cinema.

Jornal estamparam a trágica morte de Peg Entwistle
Seguiu para Hollywood onde visitou diversos estúdios até conseguir com David O. Selzinick participação no filme "Thirteen women", que teria a participação também de Irene Dunne, Ricardo Cortez e Myrna Loy. Quando o filme foi lançado, em setembro de 1932, a atriz descobriu que sua participação fora reduzida para apenas algumas poucas aparições. O filme teve uma crítica bastante desagradável, sobretudo sobre a escassa atuação de Peg, a quem os críticos fizeram duros julgamentos. Além disso, fez outros testes, mas diante de tantas opções de atrizes mais experientes era sempre deixada de lado. O golpe final foi ter sido convidada para fazer um teste para figuração. Para quem até um ano atrás era considerada uma atriz de sucesso no teatro, foi um golpe e tanto. Entregou-se às bebidas e à depressão. 
Totalmente deprimida, decidiu interpretar aquele que seria o seu último e principal papel: na noite de 16 de setembro de 1932, agora com 24 anos, Peg vestiu a sua melhor roupa, um vestido branco que emprestou de uma amiga, maquiou-se generosamente e se encaminhou até o Monte Lee, na Califórnia, onde fica o letreiro Hollywood (à época Hollywoodland). Após subir o monte, dobrou cuidadosamente seu casaco, colocando-o ao lado de um livro e de sua bolsa. Subiu na letra "H" do letreiro e pôs fim à sua vida, se jogando de uma altura de pouco mais de 9 metros. Seu corpo rolou metros e metros no barranco. A autópsia do corpo de Peg mostra que houveram múltiplas fraturas na bacia, o que nos diz que Peg pode não ter morrido na hora, e sim, ter agonizado por um tempo antes de partir.
Para os que ficaram, ela teve o cuidado de deixar um bilhete de despedida:

"I am afraid I am a coward. I am sorry for everything. If I had done this a long time ago, it would have saved a lot of pain. P.E."

"Eu estou com medo, eu sou uma covarde. Eu sinto muito por tudo. Se eu já tivesse feito isso há algum tempo, isso não teria trazido tanta dor. P.E."

Seu corpo só foi encontrado dois dias depois, com uma ligação anonima de uma mulher que disse ter encontrado um corpo durante uma caminhada. O corpo de Peg foi reclamado por seu tio mais tarde, depois que ele leu em um jornal seu bilhete de suicídio, reconhecendo assim, a assinatura P. E.
Nos anos seguintes a morte de Peg, caminhantes e guardas do Griffith Park relataram algum acontecimento muito estranho na vizinhança do letreiro de Hollywood. Muitos relataram avistamentos de uma mulher vestida com roupas da época de 1930, que de repente desaparece quando se aproximam dela. Ela foi descrita como sendo uma jovem muito atraente, loira, que parece muito triste. Esta jovem que alegam se tratar do fantasma de Peg e que é constantemente vista no parque poderia também estar ligado ao forte cheiro de perfume de gardênia que algumas pessoas relatam sentir no local, já que o perfume de gardênia era conhecido por ser o perfume preferido da jovem.
Em 1990, um homem de Hollywood do Norte e sua namorada estavam andando em uma trilha Beachwood Canyon perto do letreiro de Hollywood com seu cão quando o animal de repente começou a agir de forma muito estranha. Em vez de correr na pista e no meio do mato, como normalmente fazia, ele começou a se lamentar e ficar para trás, perto do casal. Eles nunca tinham visto ele agir dessa forma antes e não conseguiram encontrar nenhuma causa, até que viram uma mulher caminhando nas proximidades. "Uma coisa que notei sobre ela era que ela estava usando roupas da década de 1930." No entanto, imaginando se tratar de uma pessoa fantasiada, (coisa que era bastante comum no lugar) eles não prestam muita atenção.
Representação da nota de suicídio de Peg
A mulher no entanto, parecia estar andando em um transe. Pensando que talvez ela estivesse bêbada ou drogada, eles começaram a afastar-se dela quando de repente ela simplesmente desapareceu diante de seus olhos. Naquela época, eles não tinham ideia de quem Peg Entwistle era, nem que ela havia cometido suicídio nas proximidades, ou mesmo que seu fantasma supostamente assombrava a área. Imagine a surpresa quando descobriram.
Outra testemunha ocular da curiosa aparição, foi o guarda do parque Griffith, chamado John Arbogast. Em uma entrevista, ele revelou seus próprios encontros com o fantasma de Peg Entwistle. Ele afirmou que ela normalmente faz sua presença conhecida muito tarde da noite, especialmente quando é noite de neblina, e sempre nas proximidades do letreiro de Hollywood. Ele também alegou ter sentido cheiro de gardênias na área também, mas deixa claro que não há esse tipo de flor no local.
"Eu a senti várias vezes", disse ele, "e sempre quando todas as flores ao redor estão murchas por causa do
frio. Eu não acho que eu já senti o cheiro no verão."
Os deveres de Arbogast como um guarda frequentemente envolvem o próprio letreiro de Hollywood. Ele explicou que, nos últimos anos, os sistemas de alarmes foram instalados perto do sinal para manter as pessoas longe dela. Há sempre o perigo de vândalos e, claro, os suicidas que buscam a morte da mesma forma "hollywoodiana" de Peg. Os sistemas de alarme incorpora o uso de detectores de movimento e luzes para manter os intrusos longe.
Arbogast lembrou uma série de momentos em que o sistema de alarme afirmou que alguém estava perto do sinal, e depois de uma checagem rápida, nota-se que ninguém estava lá. "Houve momentos em que eu fui para o sinal", disse ele, "e os detectores de movimento diziam que alguém estava de pé a dois metros longe de mim ... só que não havia ninguém lá."
Devin Morgan, uma residente de Beachwood Canyon, também alega ter presenciado coisas estranhas no local. Uma tarde, ela estava caminhando pela trilha perto do sinal. Como ela fez seu caminho em torno de um dos ziguezagues, ela notou a figura de uma mulher em outra parte da trilha.
"Ela parecia muito estranha para mim", disse Morgan. "Ela tinha uma qualidade muito etérea. Ao invés de andar, ela parecia quase deslizar. Ela não flutuava... ela não parecia com um fantasma, mas havia algo muito, muito estranho sobre ela ". Morgan tentou seguir a mulher, mas ela havia desaparecido, e a única coisa que permaneceu no caminho foi um intenso cheiro de gardênias.
Mais recentemente, quatro amigos encontraram o fantasma, uma história que foi destaque no programa Paranormal Witness do Syfy. Os amigos - Tina, Alain, Brian, e Al - após um jogo no Dodger Stadium, decidiram ir tocar o famoso letreiro de Hollywood. Embora a área estivesse fora dos limites para os invasores, eles pularam o muro e seguiram o caminho até o local.
Em seu caminho de volta para baixo, Brian escorregou e caiu morro abaixo. Quando ele começou a fazer o seu caminho de volta para junto dos amigos, ele viu alguém caminhando até o topo do morro. "Era uma mulher, usando um vestido semelhante ao estilo da década de 1930 e estava se aproximando de nós." de acordo com a história mostrada pelo Syfy. "Ela usava saltos e um véu sobre o rosto. Caminhou sem esforço até a colina. Seus passos não fizeram nenhum som." Foi só mais tarde que o grupo leu sobre a história de Peg Entwistle. Para assistir ao episódio de Paranormal Witness CLIQUE AQUI 

Curiosidades:

  • Brian Keith, o filho de Robert Keith, que foi brevemente enteado de Peg começou a atuar aos 3 anos de idade. Ele se tornou um ator muito famoso. Brian conhecido por sua boa aparência e voz rouca estrelou muitos filmes como A raça rara e Nevada Smith, para citar apenas dois. Ele também tinha um show de sucesso na televisão. Sua família tem algo de trágico em comum com sua ex-madrasta. Ele cometeu suicídio em 1997, apenas dez semanas após sua filha de 27 anos de idade, Daisy cometeu suicídio.

  • Logo após o suicídio de Peg, uma carta do Playhouse Hollywood chegou à casa de seu tio. Esta convidava Peg a um papel importante, no qual ela teria estrelado como uma mulher que comete suicídio.

  • Mais tarde, em 1945, houve uma reforma no letreiro que dizia HOLLYWOODLAND, pois as pessoas acabavam por assimilar o suicídio de Peg com a má sorte das 13 letras que o mesmo possuía. Foram tiradas as ultimas letras "LAND", deixando o letreiro como é conhecido atualmente (HOLLYWOOD).


2 comentários:

  1. É muito triste quando alguém se mata pq acha q na morte encontrará paz, tenha vc religião ou não a paz com seu eu interior é valioso e importante(lust for life, Lana del Rey) amar a vida.

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