terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A verdade sobre os contos de fada

Você acha lindo, os finais felizes dos contos da Disney? Então prepare-se para ter a infância destruída com a inevitável verdade: nem nos contos de fada, os finais são felizes para todos.

A Branca de Neve


Na história original da Branca de Neve, a "madrasta malvada" (que em algumas versões não é madrasta e sim sua mãe biológica) não cai de um penhasco como é mostrado no final do filme da Disney. Ela na verdade é forçada a vestir sapatos de ferro em brasa e dançar até cair morta. Outra bizarrice nessa história é a idade da branca de neve. Na versão dos Irmãos Grimm ela tem apenas sete anos, ou seja, príncipes pedófilos eram normais naquela época. E ao invés de dar um "beijo de amor", o principie carrega o corpo adormecido, praticamente sem vida, da branca de neve para seu palácio, para que assim ela estivesse sempre com ele. Depois de algum tempo, um de seus servos, cansado de ter que carregar um caixão de um lado pro outro, resolve descontar suas frustrações dando uma baita surra na branca de neve. Um dos golpes desferidos no estômago faz com que ela vomite a maçã envenenada e assim volte à vida.

Mas de todas as mudanças feitas através dos anos, a mais sangrenta foi em relação ao coração da Branca de Neve. Nas histórias mais antigas a rainha não pedia ao caçador para trazer só ele. Ela queria também outros órgãos principais como pulmão, fígado etc... fora isso ela também queria um jarro com seu sangue. Vocês devem estar perguntando: "pra que tudo isso?". Simples, ela queria jantar a branca de neve! Bizarro não!?


A Bela Adormecida


Essa sim tem um passado bizarro. Nas primeiras versões, ao invés de espetar o dedo numa agulha e cair desacordada, a bela adormecida tinha uma "farpa" encravada debaixo da unha. Parece uma mudança pequena, mas ela nos leva ao ponto que realmente importa. Nessa mesma versão, o príncipe não é tão encantado assim, e resolve, digamos... se satisfazer na bela ainda adormecida. Depois de satisfeito, ele simplesmente vai embora. Nove meses depois, a adormecida dá luz a gêmeos que, em busca de leite acabam acidentalmente chupando o dedo dela, retirando assim a farpa amaldiçoada.

E a coisa não para por ai, o príncipe que a engravidou (tecnicamente a estuprou) continuou voltando durante os nove meses. Quando ele chegou lá e encontrou a bela, já não mais adormecida e com duas crianças, ele decidiu se casar com ela, mas ele não poderia levá-la ao seu castelo, pois sua mãe era uma OGRA! Que tinha o habito de comer qualquer criança que aparecesse em seu caminho.

Por isso ele esperou alguns anos até que seu pai morresse e ele virasse rei para aí então poder levar sua mulher para seu reino. E assim aconteceu, mas na primeira viagem que ele fez, sua mãe ogra resolveu fazer o que todo ogro tem que fazer: comer seus dois netos, e não satisfeita, também sua nora. Mas, com a ajuda do cozinheiro a bela acordada conseguiu se esconder até o retorno de seu marido, que quando ficou sabendo dos planos de sua mãe mandou mata-la.

Em outras versões, o príncipe na verdade já era rei, e a mãe ogra era a esposa do rei, o resto é bem parecido. A esposa ciumenta quer, como vingança, comer os dois filhos bastardos do rei, mas acaba sendo descoberta e é queimada viva numa fogueira.

Cinderela


Esse é um dos contos de fadas mais antigos já registrados, e com a maior quantidade de variações também (mais ou menos 700). Algumas versões envolvendo um peixe gigante no lugar da fada madrinha datam de 850 a.d! Em outras histórias a fada madrinha é na verdade uma árvore que nasce sobre o túmulo da mãe da Cinderela.

Uma das modificações mais brutais ocorre no momento em que as irmãs malvadas tentam calçar os sapatos de cristal para enganar o príncipe, numa versão bem bizarra da história, uma delas corta fora seus dedos do pé para calçar o sapatinho e assim enganar o príncipe. Mas ela é desmascarada pelos pássaros amigos da Cinderela, que mostram ao príncipe o sangue escorrendo pelos sapatinhos, e depois, como vingança, arrancam os olhos das duas irmãs que terminam suas vidas cegas e mancas.

Há ainda uma outra versão (na verdade, ela é tão diferente que alguns nem a consideram como uma versão, onde a Cinderela era filha de um rei viúvo (algumas vezes a própria Cinderela foi quem matou a mãe) que jurou nunca mais se casar, a não ser que encontre uma mulher tão bela quanto a falecida esposa, que tivesse os cabelos cor de ouro, e que conseguisse calçar os mesmos sapatos da finada. Acaba que sua filha, Cinderela preenche todos os requisitos, então ele acaba se casando com a própria filha.

Ela, por sua vez, na tentativa de fugir do casamento com seu próprio pai velho, barrigudo e incestuoso, foge pelo mar num armário de madeira, no final ela consegue fugir, mas acaba do outro lado do mundo trabalhando como escrava na casa das irmãs malvadas, e daí pra frente começa a historia que vocês conhecem.

João e Maria


Essa por si só já é assustadora, afinal, um pai que larga os filhos na floresta para morrer de fome não é lá o tipo de coisa que se lê para crianças certo!? Mas, numa versão mais antiga, a madrasta má, que pressiona o marido a lagar seus filhos na floresta, e a bruxa má são a mesma pessoa. Achei isso bem esquisito, mas as duas personagens tem personalidade bem similar. Outra alteração feita durante os anos foi com relação à própria bruxa que, em certa versão da história, na verdade é um casal de demônios, e ao invés de cozinhar João, eles querem estripa-lo num cavalete de madeira.

Quando o demônio "macho" sai para uma caminhada, a "demônia" manda Maria ajudar João a subir no cavalete, assim, quando seu marido voltar, tudo já estaria preparado. A esperta Maria finge não saber como colocar João deitado e pede para a "demônia" mostrar como se faz. Quando ela deita no cavalete, João e Maria a amarram ela e rapidamente cortam sua garganta. Depois fogem levando o dinheiro e a carroça do pobre casal de demônios.

O Flautista de Hamelin


Nessa historia, um tocador de flautas mágico é contratado por uma cidade para livra-la de uma infestação de ratos. Ele cumpre seu papel, mas quando volta para receber seu tão suado dinheirinho, a cidade se recusa a pagar. Daí, como vingança, ele usa os poderes de sua flauta para raptar todas as crianças da cidade e só as devolve após receber seu pagamento. Até aqui tudo bonito, mensagem positiva e uma moral no fim da historia. Mas, o conto original não é bem assim, nele, o encantador não devolve as crianças depois de receber da relutante cidade. Na verdade ele faz com que elas todas se afoguem num rio. E, em algumas versões ainda mais antigas, há referencias a pedofilia em massa dentro de uma caverna escura.

A pequena sereia


A grande diferença nesse conto está em seu final. Ao invés de se casar com o príncipe e viver feliz para sempre, a pequena sereia na verdade é abandonada por ele logo após ela beber a poção mágica que lhe transforma em mulher. Mas, como tudo tem seu preço, a poção tem um pequeno efeito colateral: durante o resto de sua vida a pequena ex-sereia iria sentir uma dor tremenda nos pés, como se eles estivesse pisando constantemente em facas. Vendo a traição, alguém oferece um punhal para que ela tenha sua vingança. Mas, ao invés disso, ela pula no mar e morre.

Chapelzinho Vermelho


O clássico conto da meninha que encontra com um Lobo Malvado no caminho para a casa de sua avó. O lobo engana a menina e chega antes na casa da vovózinha, devorando-a inteira (ou, em versões ainda mais politicamente corretas, trancando e velhinha no armário). Quando a Chapeuzinho Vermelho finalmente chega, ela encontra o Lobo disfarçado de vovó, rola o famoso diálogo “Que olhos grandes você tem”, e parece que tudo está perdido… Até que chega um Caçador, Lenhador ou similar, e acaba com o Lobo, salvando o dia!

Esse foi um conto muito difundido nos tempos medievais e, consequentemente, tem uma infinidade de versões - a maioria delas, muito mais cruéis que a que conhecemos.

Como você deve ter imaginado, o Lenhador foi uma invenção posterior, para abrandar a história. E, como tal, em quase todas as versões Chapeuzinho e Vovózinha se dão mal no final.
Na versão (já “censurada”) de Charles Perrault, Chapeuzinho Vermelho – uma moça bem criada – pede instruções para o Lobo Mau para chegar à casa da Vovó. Ele ensina o caminho errado, segue a moça e a devora. Moral da história? Não fale com estranhos.

Mas, em versões ainda mais antigas, o Lobo Mau chega antes na casa da Vovó, a mata e prepara a sua carne, para depois convidar a Chapeuzinho para um delicioso jantar (Eca, eca, eca!). E, claro, depois dessa nutritiva refeição ele também devora a moça.

Há ainda versões mais calientes da história, nas quais Chapeuzinho faz um strip-tease para o Lobo, e foge enquanto ele está “distraído”.

Cachinhos Dourados


A história da menina intrometida, que entra na casa dos três ursos para comer o seu mingau, sentar em suas cadeiras e dormir em suas camas não é especialmente popular no Brasil. Ainda assim, Cachinhos Dourados é um clássico.

Como a história termina mesmo? Ah, sim: a garota acorda e depara-se com três ursos, muito bravos (com toda razão), e pula uma janela, fugindo pela floresta.

Mas esse final (que, convenhamos, tem um jeitinho de improvisado mesmo) não é o original.
Esse é um conto de fadas mais “novinho” – a sua versão original data de 1837. Nela, existem duas variações para o final. Em uma, os ursos destroçam e devoram Cachinhos Dourados. Na outra, Cachinhos Dourados – que, na realidade, seria uma velhinha (?) – salta da janela e quebra o pescoço.

Posteriormente, surgiu uma terceira versão em que Cachinhos Dourados vai presa, por invasão de domicílio. Justo.

Alice no País das Maravilhas


A bizarrice desse caso tem mais a ver com o autor do que com a história. 

O inglês Charles Lutwidge Dodgson era um homem refinado: gostava de teatro, de escrever e ler livros e problemas de lógica. Cidadão da Inglaterra vitoriana, Dodgson era, sem dúvida, um homem culto e tornaria-se historicamente famoso por escrever uma fantasia infantil considerada um clássico até hoje. Se o inglês vivesse nos dias atuais, no entanto, poderia ir parar na cadeia: entre os seus hobbies estava a atração por meninas abaixo dos 10 anos. Esse é um dos detalhes sombrios na biografia do escritor Lewis Carroll, pseudônimo famoso do autor de "Alice no País das Maravilhas".

A personagem principal do clássico infantil de Carrol foi inspirada na pequena Alice Lidell, uma das três filhas de um líder religioso. A fascinação do escritor pela pequena teria começado ainda quando Alice tinha apenas 4 anos de idade, mas Lidell não era a única a sofrer o assédio de Carroll: um de seus hobbies era fotografar meninas seminuas. Apesar do consentimento dos pais das crianças e do escritor afirmar que só fazia as fotos se a criança se sentisse à vontade, o "hábito" soava estranho e bizarro até mesmo para os padrões sociais vitorianos, em que meninos e meninas desde a mais tenra idade era tratadas como adultos. 
A fixação de Lewis Carroll por sua musa infantil chegou a causar grande preocupação à família de Alice. Quando completou 10 anos de idade, Alice Lidell foi formalmente pedida em casamento pelo escritor. A família da menina, claro, decidiu afastar  Carrol de seu convívio temendo o pior. 

6 comentários:

  1. Tem uma versão de A Pequena Sereia que ela vira bolinha de sabão,tem até um filme infantil, é meio triste,mas muito bonito!!

    Adorei o post,muito bom mesmo =D

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  2. A versão da árvore,dos dedos cortados e dos pássaros tagarelas da Cinderela eu já li. Realmente existe, tava até num livro didático da 4° série °-°

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    1. E tem a versão da Chapéuzinho que ela é devorada e acaba assim °-° essa eu li com 8 anos.

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    2. Gzuis, me dá o nome desses livros pra eu nunca mostrar pra minha sobrinha.. HAHA!

      Abç!

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