sábado, 18 de janeiro de 2014

Teoria - O lado negro de Earthbound

Eu li este post no blog MEDO B há algum tempo atrás e achei fenomenal. O post foi escrito pela Hika, que é umas das melhores criadoras de conteúdo que eu já vi. Então, aproveitando que estou jogando este game atualmente, trouxe essa teoria para que quem não teve a oportunidade de ler, possa desfrutar deste post fantástico!


O segundo jogo desta série é um tanto quanto antigo, e talvez nem todos conheçam/se lembrem: EarthBound. 

A série foi criada em 1989 por Shigesato Itoi para a Nintendo, sob o título de Mother (Mãe) no Japão. O nome EarthBound surgiu quando o jogo saiu do oriente. Infelizmente, apenas um dos três jogos foi lançado pra cá, por isso digo que não sei todos irão se lembrar, pois o jogo não se popularizou tanto por aqui quanto no Japão.
Basicamente, a série Mother é um RPG onde um ou vários personagens enfrentam aliens e alguns vilões de marca menor (Como gangues e....táxis) sob um cenário colorido (Diferentemente dos RPGs de época, este se passa nos Estados Unidos (Disfarçado sob os nomes de Eagleland, Western Islands, e outros) em plenos anos 90!) e um tanto quanto fofo, devo dizer.

(O primeiro personagem da fila parece familiar? Aposto que sim! Ness (De Mother 2/Earthbound), assim como alguns cenários e outros personagens participam da série de jogos Super Smash Bros!)
Mas é aí que está a pegadinha do negócio; Por trás deste cenário adorável e história ‘leve’, EarthBound possui uma das teorias mais assustadoras da história dos jogos!

Como isso? Bem, vamos explicar por partes, como Jack faria.

(Aqui fica um aviso: A pessoa que vos escreve infelizmente não teve tempo de jogar EarthBound mas fez o possível para pesquisar e coletar as informações corretas, se tiver algo errado, já peço desculpas adiantadas e peço também para me avisarem caso qualquer coisa.

E OUTRO AVISO: Spoilers ahead! Se você não gosta de spoilers, pare de ler este artigo agora mesmo e volte depois quando você....Tiver jogado U.U! Senão...Pra frente e avante!)


Como já disse anteriormente, o jogo possui um gráfico fofinho, o estilo do RPG é a boa e velha batalha com turnos, tudo muito lindo, tudo muito beleza.

O problema está no chefão final: Giygas.

(MEWTWO....Não, não... São só parecidos. Parece que os produtores de Earthbound ajudaram na produção do jogo Pokémon e tal...)

Ele é o vilão principal da série. Um alienígena que foi criado por um casal de humanos, Maria e George. Eles foram abduzidos por uma nave e induzidos a tomarem conta de um Giygas recém-nascido. George dedicou-se a pesquisar sobre a raça dos aliens que os sequestrou, enquanto Maria cuidava de Giygas como se fosse seu filho legítimo, cantando-lhe canções de ninar para dormir e dando-lhe muito carinho, tanto que os dois criaram uma ligação muito forte um com o outro.

Pois bem, o tempo passa, o tempo voa, Giygas cresce e é separado à força de Maria. Ele é convocado para atacar a terra. Nesse meio tempo, o personagem principal de Mother (1), Ninten (Há!), parte para impedir a dominação da terra, e é transportado para um mundo chamado Magicant, onde a rainha do lugar pede para ele coletar oito melodias.

Enfim, ele consegue, dá tudo certo, e a rainha (Queen Mary) pede para que ele e seus amigos, que conheceu durante essa jornada pra reunir as melodias, cantem a canção que se formou quando as oito canções formaram quando juntas, e isso faz com que...Tananan... Mary tenha suas memórias restauradas! E advinhem? Ela é Maria! A mãe de Giygas!

Ela diz que essa música que o grupo cantou para ela é a mesma que ela cantava para Giygas, e isso a libertou de sua ‘prisão’. Sim, Maria está morta, e Magicant era nada menos que a manifestação da consciência dela.

Ah, Ninten é bisneto de Maria e George, logo, é sobrinho-neto de Giygas! OH! 
...Ninguém perguntou, mas achei legal mencionar.

Não vou entrar em muuitos detalhes sobre a história do jogo em si, uma vez que esse post é mais dedicado a Giygas do que à série Earthbound, mas no primeiro jogo, onde conhecemos a origem do vilão, Giygas é visto como uma criança em um corpo de adulto, ainda ligado fortemente à “mãe”, Maria. Ele é crescido, tem uma ‘responsabilidade’, que é destruir a terra, mas ainda é muito ligado na infância que teve com Maria, que praticamente o formou e, consequentemente, o enfraqueceu.

Quando o grupo de Ninten parte para a batalha final, Giygas se mostra muito forte e praticamente imbatível até que Ninten e seus amigos decidem cantar a música de Maria para ele; ele começa a relembrar de todo o amor que Maria lhe dava, e não consegue mais ter forças para lutar contra as crianças. Logo a música torna-se insuportável, e ele foge jurando vingança.

Veja abaixo o vídeo da batalha contra Giygas em Mother 1:


Muito bem, o primeiro jogo acaba, viva!!
E aí você leitor pensa “Mas que diabos? Isso não tem nada de chocante ou mindfuck!” e eu digo: Caaallma leitor! Foi só pra vocês conhecerem o vilão! Vamos ao que interessa agora! Mother 2!!

Bão, como disse antes também, Mother 2 foi o único jogo lançado fora do Japão, sendo chamado de Earthbound. Nesse jogo, Giygas retorna pronto pra realizar sua vingança e causa destruição absoluta na Terra.

Um alienígena chamado Buzz-Buzz decide voltar dez anos no passado para impedir que o ataque de Giygas aconteça. Ele cai no quintal de Ness (Há![2]), avisa-o do perigo e lhe diz que Giygas já está na terra, escondido dentro de uma máquina chamada Devil’s Machine (A máquina do diabo, em tradução livre) em algum lugar da terra e, dali, ele controla várias criaturas para já irem cumprindo sua missão.

No percurso, eles encontram um cientista chamado Dr. Andonuts, que diz que Giygas está mandando os ataques do fundo da terra. Mas ao chegarem lá, descobrem que o vilão está mesmo comandando tudo daquele ponto, mas há muitos anos no passado! Eles usam a mesma máquina (Chamada de Phase Distorter) para chegar à mesma época em que Giygas está...E é aí que tudo começa a ficar MUITO sinistro.

O jogo sai daquele ambiente colorido e ‘bonitinho’ de RPG e se torna extremamente sombrio e aterrorizante.

Os heróis se veem em um labirinto estranho...Quase orgânico, que os leva à Devil’s Machine. Lá eles lutam com Pokey, vizinho de Ness que desaparece no começo do jogo. Ele revela ser servo de Giygas, e há luta. Mas Pokey não consegue enfrentar o grupo e, furioso, libera todo o poder de Giygas que está contido na máquina. Quando Pokey desliga a máquina, o que restava de um corpo e mente de Giygas são destruídos, e um poder surpreendente é lançado.

O vilão então finalmente aparece e, pra começar, ele está mudado...Erm...MUITO mudado. Praticamente irreconhecível.

(De 'Mewtwo' pra.....pra.......Isso)

Acredita-se que ele fez tudo que podia para se desligar do laço que tinha com Maria, abandonando tudo que ele sentia em relação a amor e qualquer outro sentimento bom que pudesse surgir; tudo que restou foi um ser indescritível, feito simplesmente de pura maldade de vingança, uma personificação do mal. 

Assim como no primeiro jogo, ele lança ataques sem nome, sem forma, apenas indicados pela frase "You cannot grasp the true form of Giygas' attack!" (Algo como “Você não consegue ver a verdadeira forma do ataque de Giygas!”), e também parece ser simplesmente indestrutível.

É importante também notar como o jogo muda nesse ponto. A música da batalha contra Giygas é ensurdecedora, distorcida, e o cenário fica perturbador por causa da forma desconhecida de Giygas. 

Enfim, os heróis do jogo percebem que os ataques são inúteis, e Giygas contra-ataca fortemente, tirando muito dano do grupo. Desesperados, uma das personagens, chamada Paula, começa a rezar pedindo ajuda para que eles tenham força para enfrentar Giygas. Logo, todos do grupo começam a rezar também, e com ajuda dessa oração, as pessoas que o grupo de Ness encontrou durante o caminho começam a rezar também, gerando uma enorme reação em cadeia.

Essa oração traz algo que Giygas não compreende mais, que é o amor. A força dessa oração o faz começar a se lembrar aos poucos do amor que Maria lhe dava, e ele começa a levar danos, que o faz mudar de forma três vezes, para tentar se tornar mais forte e derrotá-los, mas é inútil, pois a oração dos personagens é muito mais forte que qualquer ataque que ele use. E, finalmente, ele é derrotado.

Veja o vídeo da luta aqui:


Giygas não aparece em Mother 3, embora os eventos do jogo sejam atribuídos a ele, então fiquemos por aqui sobre o jogo.

Bom, vamos a análise do que é o suposto ‘mindfuck’ desse jogo.

Ao longo do post, vocês puderam notar que eu já falei sobre o contraste entre o cenário do jogo antes e depois de Giygas aparecer; tudo torna-se sombrio, perturbador e distorcido. Mas isso é o de menos perto da teoria maior que ronda esse jogo.

Segundo os fãs mais atentos da série, Giygas é nada mais, nada menos, que um feto, durante o segundo jogo de Earthbound, e o que Ness e seus amigos fazem é algo como um... “Aborto moderno”.

“COOOMO ASSIM?” você me diz. Bom, não é nada comprovado, mas há alguns detalhes durante a luta final do segundo jogo que reforçam tal teoria.

A primeira delas é o labirinto que leva à Devil’s Machine:


Lembrem-se...Orgânico...Parece algo vivo...E essa entrada? Pois é! Dizem que o labirinto é muito similar ao córtex feminino! (E é, é, a entrada, é exatamente o que vocês estão pensando...).

Além disso, veja só como é a terceira forma de Giygas durante a batalha final:


Viram algo? Olhem de novo!


Ainda não? Veja aqui uma versão ‘marcada’ do que quero que vocês vejam:


Sim! Um bebê!! A parte escura ao redor do corpo de Giygas faz a forma de um bebê no útero da mãe!

E aí vem a outra parte tensa sobre Giygas: Ele seria, na verdade, filho legítimo de Maria, que nasceu quando ela foi estuprada pelo alienígena que a abduziu! A prova disso está no diálogo que Giygas lança enquanto é atacado pelo grupo de heróis (Tradução entre parênteses por mim):

"Ness..."
"Ness, Ness, Ness, Ness, Ness, Ness, Ness, Ness, Ness, Ness..."
"I...Feel...G..o..o..d..." (Eu...Me sinto...B..e..m...)
"It Hurts... It Hurts..." (Dói...Dói...)
"I'm so sad, Ness..." (Estou tão triste, Ness...)
"Friends..." (Amigos...)
"Go B..a..c..k" (V..o..l..t..e)
"I am...H...A...P...P...Y..." (Eu estou...F...E...L...I...Z...)
"It's not right, not right..." (Não está certo, não está certo...)
"Ness!"

Dizem (DIZEM) que algumas frases se remetem ao que Maria dizia enquanto era atacada...Será?

O criador do jogo, Itoi, não confirmou essa teoria, mas disse que Giygas surgiu após um acidente de infância: Ele entrou no filme errado no cinema e viu uma cena de sexo que terminava em assassinato. Chocado, ele achou que se tratava de um estupro e as imagens o perseguiram constantemente. Ele decidiu então, colocar essa sua perturbação em Giygas. Que age como criança no primeiro jogo e não parece compreender totalmente o tamanho do mal que ele estava fazendo, e o quanto ele é ligado a Maria; de um jeito igual uma criança pequena age com a mãe.

Dizem que Itoi negou qualquer relação de Giygas com essa história de aborto. Mas é de se ficar com o pé atrás, não é?

O que vocês acham?

Quem quiser jogar, os jogos estão todos disponíveis para jogar através de emuladores, e acredito que seja possível encontrar a primeira versão traduzida em inglês (provavelmente em português). 

Bom, desculpem o tamanho do post, e desculpem se tem alguma coisa sobre o jogo errado! Mas espero que vocês tenham gostado!

Fonte: MEDO B

2 comentários:

  1. Tenho um CD com trossentos e cinquentaenove jogos de SN ripados para play 2 e provavelmente deve ter os 3.
    Se o tempo me permitir pretendo ver in loco isso ai rsrs

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    1. Eu tenho um desses emuladores, mas no meu só tem o primeiro da série, infelizmente..
      Mas joga sim! O game é muito bom. Já tô na metade HAHA!

      Abç

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