quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Animação - Salad Fingers: Teoria

Gente, eu não publiquei o post antes, o que aconteceu foi que minha querida gata subiu no notebook, e não sei como caralhos ela conseguiu, mas publicou o rascunho antes mesmo de eu terminar de fazê-lo. Então, se você leu antes, vai ter que ler de novo, porque tava faltando uma porrada de coisa.

Agora vamos ao post COMPLETO:

Você já ouviu falar na série de animações Salad Fingers?


Salad Fingers é uma animação britânica, criada em julho de 2004 por David Firth, um cara que sem dúvida, tem um parafuso a menos. O cartoon leva o nome do personagem da série, Salad Fingers, um magro, corcunda, verde e mentalmente instável homem que habita um mundo desolado. Seus dedos longos e estranhos são sua maior característica, e deles surgiu o nome "Salad Fingers" (Dedos de Salada). Na maior parte do tempo, o personagem vive em companhia de seus 3 fantoches surrados e maltrapilhos, Hubert Cumberdale, Marjory Stewart-Baxter e Jeremy Fisher, mas, eventualmente, o protagonista se encontra com outras pessoas durante os 10 episódios que compõe a série.

Os hobbies de Salad Finger variam entre esfregar seus dedos em metais oxidados ou esfregar urtigas em seu corpo, conversar com objetos inanimados ou com cadáveres e "fazer a água vermelha sair".

Quem conhece os cartoons sabe que os episódios são totalmente estranhos, confusos e sem sentido. No entanto, os fãs dá série se empenharam em criar teorias que expliquem os, até então, inexplicáveis capítulos da série. Uma delas, você verá no post de hoje.


Primeiramente, é recomendável que vocês assistam os episódios, para que possam entender a teoria. Portanto, aqui vai a primeira e, por enquanto, única temporada de Salad Fingers, legendada em português:










As teorias mais aceitas explicam que Salad Fingers é uma pessoa, que luta para viver em um mundo pós-guerra. A tal guerra teria destruído a vida como conhecemos, e poucas pessoas teriam sobrevivido, mas à custo alto: os sobreviventes foram afetados duramente pela guerra, sofrendo horríveis desfigurações. Uma prova de que essa teoria pode ser real, é a grande quantidade de citações que o personagem usa, a respeito de uma "Grande Guerra" (veja episódio 07). À partir daqui, as teorias se dividem. 



A primeira delas tem fundamento justamente nessa tal "Grande Guerra". Afinal, que guerra foi essa, que destruiu a civilização e a humanidade de maneira tão brutal? Vamos para o passado, mais precisamente para 1914. Essa data foi marcada pelo conflito conhecido como "A Grande Guerra" ou Primeira Guerra Mundial.

"Mas Metzger, a Primeira Guerra Mundial aconteceu há mais de 100 anos atrás e o mundo não acabou por causa dela.." Você está certo, jovem padawan, mas e se a intenção de David Firth fosse criar uma espécie de "universo alternativo", onde a guerra tomou proporções calamitosas? Aliás, o modo cortês e muito bem educado que Salad Fingers fala (embora em alguns momentos, totalmente nonsense) nos remete justamente àquela época.

Apenas abrindo um adendo aqui, essa teoria explica também que a guerra tenha afetado a capacidade de fala da maioria dos seres humanos, por isso as pessoas encontradas pelo personagem se expressam com sons estridentes e gritos. Ele então "imagina" as respostas dadas por eles, mas ele de fato não entende o que dizem. Também explica o porquê Salad Fingers ficou tão surpreso e assustado ao ouvir a voz da menina no episódio 5. Afinal, imagine há quanto tempo ele não ouvia uma voz humana além de sua própria.


Nessa etapa da história, chegamos a conclusão de que Salad Fingers está recriando suas memórias em um mundo destruído e solitário, e com isso, pode-se supor como era sua vida antes da guerra.

Então imaginemos que antes da Grande Guerra, Salad Fingers tivesse um pai, uma mãe, um irmão e uma irmã mais novos. Kenneth, que vocês conheceram como a carcaça encontrada enterrada no episódio 7, a quem Salad Fingers chama carinhosamente de "irmãozinho", seria de fato seu irmão mais novo, que foi lutar na guerra. Sua irmã se chamaria Marjory, a quem a pequena fantoche personificaria.


Além destes, Salad Fingers também teria um amigo, chamado Jeremy Fisher (sim, o outro boneco) que também foi lutar na guerra. Salad Fingers não foi à guerra, talvez por conta de sua doença mental, já existente desde aquela época.

Agora a coisa fica mais e mais bizarra: a teoria explica que Salad Fingers teve um caso romântico com a própria irmã durante a guerra. Essa teoria é provada pelo modo como o personagem se interessa romanticamente pela fantoche, sobretudo no episódio 5, onde a fantoche aparece na janela, em tom de ciúmes, quando Salad Fingers diz à outra menina que irá elege-la como sua nova "companheira". Outro exemplo está no episódio 4, enquanto o protagonista conversa com a lagarta, chamando-a de "irmãzinha", dizendo que o corpo dela é "divertido", que gostaria de apalpá-la e que não brincaria mais com ela pois estava "gosmenta".



Calma que a nojeira não acabou! Supostamente Salad Fingers teria engravidado a própria irmã, e para esconder da família, culpou Jeremy, que chegara recentemente da guerra. Há duas cenas distintas no episódio 6, que, separadas, não fazem sentido nenhum, mas se colocadas lado a lado, formam uma discussão pertinente ao assunto. Veja a cena:


O diálogo aconteceu provavelmente entre Jeremy Fisher e "Salad Fingers Pai", e o que você vê é a recriação da cena feita pelo Salad Fingers Filho. A cena seguinte, onde vemos o protagonista comendo a si mesmo é talvez, a lembrança de ver o pai matando Jeremy durante um acesso de raiva, capaz até mesmo de promover um ato de canibalismo com seu corpo.


Outro fato interessante: mesmo ele não re-atuando suas memórias em ordem cronológica, Jeremy Fisher nunca mais é citado na série depois desse fato. Mesmo no episódio 2, onde Salad Fingers prova os fantoches, ele não prova Jeremy Fisher, provavelmente por conta da culpa do que seu pai fez ao seu amigo.

Bom, o tempo passou e assume-se que o Salad Fingers Pai não soubesse que sua filha estivesse grávida, e claro, Salad Fingers não queria assumir a paternidade da criança, talvez por medo. Porém, no episódio 9, quando Salad Fingers "dá a luz", é evidente que ele acredita que a "criança" é sua e de sua fantoche, Marjory, tanto que a seguinte frase é dita:


Supondo-se também que, nessa altura do campeonato, ele continuasse vivendo sob o mesmo teto do pai, que se soubesse da gravidez, provavelmente obrigaria a filha a abortar, Salad Fingers decidiu fugir com a irmã e se esconder, mudando de nome, inclusive. Ele então passou a se chamar Hubert Cumberdale, - o que pode explicar o nome do 3º fantoche - e passou a trabalhar como açougueiro. Chegamos à essa conclusão porque "Hubert C." é um anagrama para "Butcher", açougueiro em inglês.

Tudo bem, tudo bem. Essa história é muito louca para se imaginar, mas lembra-se do episódio 2, onde Salad Fingers se corta e começa a sonhar com um frigorífico cheio de peças de carne? E quem ele vê por lá? Seu fantoche, Hubert.


"Mas por que Marjory não mudou o nome também?" Aí que está. Como sabemos que ela não mudou? Vamos imaginar o seguinte: e se Salad Fingers realmente mudou seu nome, isso significa que nunca ouvimos seu verdadeiro nome. Afinal, Salad Fingers não é um nome real, apenas um apelido dado à personagem. Então, há a possibilidade de que o verdadeiro nome de sua irmã não é Marjory, mas outro. Acho que ela mudou seu nome verdadeiro para Marjory, assim como Salad Fingers mudou seu nome para Hubert.

Bom, o tempo passou e ambos tinham agora uma nova vida. No entanto, uma coisa que chama atenção, novamente no episódio 9, é a atitude de Salad Fingers depois de "parir". Ele parece cansado e doente. Isso nos leva a crer que depois de ter tido o bebê, Marjory morrera, forçando-o a dar a criança para outra pessoa cuidar, pois ele não era capaz de criar um recém nascido por sua própria conta. Depois disso, é aí que a Grande Guerra destrói tudo.


Salad Fingers e outras poucas pessoas sobrevivem, mas carregando consigo desfigurações catastróficas oriundas do que quer que tenha acabado com a raça humana.

Assim, ele resolve voltar para a casa de sua família, mas descobre que todos morreram. Tudo o que restou foram alguns fios de cabelo que ele encontra pela casa, prendendo-os então, em uma pedaço de durex na parede, que podem ser de seus familiares. Agora ele está preso, fadado a re-atuar as cenas passadas de sua família.


O último episódio é uma memória passada, talvez uma das preferidas de Salad Fingers: sua festa de aniversário. Perceba que ele insinua que a festa de aniversário é de seu fantoche, Hubert, o que é mais uma prova de que o boneco é sua personificação.


No meio da festa, ele vai até o médico, que é assustador para ele. E quando ele volta, há 5 Salad Fingers comendo parte humanas em uma mesa, que são, na verdade, todos os seus parentes e seu amigo Jeremy, como se todos estivessem vivos e comemorando seu aniversário.

4 comentários:

  1. Que loucura, me lembrou daquela teoria que afirma a extinção dos humanos em "Hora de Aventura" (Guerra dos Cogumelos esse é o nome, eu acho)

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    1. Ah é! Eu fiz um post do Hora de Aventura tbm! Realmente faz lembrar.

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  2. Desenho coisas desconexas as vezes... e não significam nada... talvez seja falta de criatividade minha.
    Uma amiga estudante de psicologia vive dizendo que uma representação artística remete a algo que esta preso dentro do artista, há poucos dias, em meio a uma conversa normal, ela me ''avaliou'' e disse que o que escrevo e desenho é algo que quero por pra fora... fiquei de saco cheio dessa conversa de aspirante a psicologo e fiz um lindo desenho nu dela, de como a imagino, enquanto esperávamos nossa sessão de starwars começar, e a presenteei com ele, claro, com um certo plano em mente. as vezes nem é preciso teorias a obra fala por si só e da sua mensagem de forma clara.

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    1. Olha, eu acho que nem sempre o que desenhamos ou escrevemos remete a um sentimento interno ou algo assim. Muitas vezes a gente só desenha porque quer desenhar. No entanto, muita gente usa essa ferramente para "desabafar" um sentimento de maneira menos sutil, sei lá.

      Also, um bilhetinho escrito "quero lhe passar a rola" seria um recado mais efetivo que um desenho, admita HAHA!

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